Não é sobre fé . É sobre política .

Em 1252, o Papa Inocêncio IV institucionalizou o Tribunal da Santa Inquisição que torturava e queimava pessoas consideradas hereges. A estimativa é de que, até 1750, cerca de 9 milhões de pessoas foram assassinadas pela Santa Inquisição. 80% eram mulheres.

Isso não é sobre fé. É sobre política

Em 1854, o Papa Pio XI estabeleceu que o início da vida se daria após a concepção – ou seja, após centenas de anos de existência da instituição.

Isso não é sobre fé. É sobre política.

A Igreja Católica, alegando ausência de alma de homens e mulheres negras, legitimou a escravidão e o trato desumano aos povos africanos, sendo, inclusive, penalizados pelo Tribunal da Santa Inquisição.

Isso não é sobre fé. É sobre política.

A Igreja Católica não condena o aborto nos casos de gravidez tubária ou quando a gestação coexiste com câncer no aparelho reprodutivo, porém condena nos casos em que a mulher carrega gestação forçada, resultante de estupro.

Isso não é sobre fé. É sobre política.

Em 2009, a Igreja Católica excomungou, no interior de Pernambuco, a mãe da menina de 9 anos que, estuprada pelo padrasto, recorreu ao aborto legal por estar grávida do agressor, mesmo após os médicos terem declarado que a criança corria risco de vida caso levasse a gestação adiante. A instituição fez o mesmo com os médicos que realizaram o procedimento. Quanto ao estuprador: a igreja não estipulou nenhuma punição.

Isso não é sobre fé. É sobre política.

O Conselho Nacional dos Bispos do Brasil tem assento no Conselho Nacional de Saúde e Conselho Nacional de Promoção de Igualdade Racial – órgãos deliberativos mistos (sociedade civil e Estado) que exercem influência sobre a construção de políticas públicas que tem como público-alvo toda a sociedade brasileira, inclusive a população não-católica.

Isso não é sobre fé. É sobre política.

A Igreja Católica articula-se para impedir a sanção integral do PLC 03/2013, impedindo o atendimento humanizado às vítimas de estupro.

Isso não é sobre fé. É sobre política.

Em março de 2013, tomou posse como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara o deputado pastor Marco Feliciano, desde então os projetos da Cura Gay (Projeto de Decreto Legislativo-234/11) e Estatuto do Nascituro (PL-478/07), entre outras atrocidades, passaram a assombrar mais fortemente a garantia dos direitos humanos no Brasil.

Isso não é sobre fé. É sobre política.

Durante as comemorações do 53o aniversário de Brasília-DF, abril de 2013, o “Governo do Distrito Federal apoiou, estimulou e financiou um palco gospel. Fato que infringe a laicidade do Estado, e privilegia justamente a religião evangélica em detrimento de todas as outras. Nossa defesa ampla e irrestrita a favor da laicidade do Estado visa, principalmente, questionar o fundamentalismo religioso ressignificado como política pública. Fundamentalismo religioso cultural como política pública, em detrimento da imensa diversidade cultural deste país” (Leia mais: https://marchadasvadiasdf.wordpress.com/2013/05/29/nota-da-marcha-das-vadias-df-sobre-o-palco-gospel-no-aniversario-de-brasilia-2013/)

Isso não é sobre fé. É sobre política.

Em junho de 2013, ocorreu em Brasília a “Manifestação pela liberdade de expressão, liberdade religiosa e família tradicional”, organizada pelo pastor Silas Malafaia, da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Na ocasião, um enorme palco de shows e pregação evangélica foi montado em frente ao Congresso Nacional, e o próprio pastor fez uma declaração dizendo que a Presidenta Dilma, os ministros do executivo e do STF deveriam ficar em alerta, pois os evangélicos não permitirão a aprovação do casamento gay e a legalização do aborto.

Definitivamente, isso não é sobre fé. É sobre política!

O ato realizado durante a Marcha das Vadias-RJ, no ano de 2013, em que símbolos da Igreja Católica foram manipulados e destruídos durante a visita do Papa,

Não foi um protesto sobre a fé. Foi um ato político.

As ameaças às integrantes da Marcha das Vadias em todo o Brasil e associações desses coletivos horizontais à política institucionalizada e partidária, ao governo que frequentemente é alvo de crítica da própria Marcha das Vadias justamente por, entre outros motivos, cedem às pressões de setores religiosos, e violam sistematicamente os direitos das mulheres por políticas e normatizações que não nos representam,

Não são uma reação baseada na ofensa de determinada fé. E sim, um ataque político!

Na Internet têm circulado montagens com expressa intenção difamatória, como essa:

Essa montagem é um ato de perseguição política. Foi publicada em 29/07/2013 na página do Facebook intitulada Chora PT. Outras montagens similares e igualmente difamatórias de integrantes e apoiadoras das Marchas das Vadias no Brasil foram publicadas e estão sendo compartilhadas por milhares de usuários nas páginas: FORA PT, FORA PT 2, Dilma Rousseff NÃO, Comunistas Caricatos, Política e Ética, Alerta Brasil, entre outras que desconhecemos e porventura foram publicadas ao longo desta semana histórica que sucede a realização da Marcha das Vadias do RJ, a visita do Papa ao Brasil e a Jornada Mundial da Juventude.

Essa montagem é um ato de perseguição política. Foi publicada em 29/07/2013 na página do Facebook intitulada Chora PT. Outras montagens similares e igualmente difamatórias de integrantes e apoiadoras das Marchas das Vadias no Brasil foram publicadas e estão sendo compartilhadas por milhares de usuários nas páginas: FORA PT, FORA PT 2, Dilma Rousseff NÃO, Comunistas Caricatos, Política e Ética, Alerta Brasil, entre outras que desconhecemos e porventura foram publicadas ao longo desta semana histórica que sucede a realização da Marcha das Vadias do RJ, a visita do Papa ao Brasil e a Jornada Mundial da Juventude.

Integrantes da Marcha das Vadias em todo o Brasil vem sofrendo graves ameaças, revelando que no Brasil não se tem respeitado o conceito de democracia e liberdade de expressão. Lutamos por um Estado Laico. Nesse sentido, entendemos que a performance ocorrida durante a Marcha das Vadias-RJ foi um ato político necessário diante de fundamentalismos religiosos que cada vez mais pauta a agenda política desse país.

A Marcha das Vadias-DF destaca ainda que a participação na audiência pública com a Presidenta Dilma Rousseff não foi um momento de acordos com o Governo Federal, e sim um importante passo no sentido de criticar como a total invisibilidade das pautas de mulheres e direitos humanos tem sido encaradas neste e nos governos anteriores. (Leia mais: https://marchadasvadiasdf.wordpress.com/2013/07/05/nos-queremos-a-descriminalizacao-do-aborto-e-voce-dilma/#more-748)

A Marcha das Vadias-DF apoia a Marcha das Vadias-RJ e denuncia as manifestações violentas contra suas integrantes e demais Marchas das Vadias do país, como um ataque político que explicita a misoginia presente em nossos cotidianos, expressa na gana latente de jogar mulheres que transcendem os espaços permitidos pela sociedade machista em grandes fogueiras.

As ameaças e difamações indicam a força política conquistada pelas Marchas das Vadias no Brasil ao longo de seus três anos de existência. E deixam ainda mais forte a urgência de resistirmos no combate às opressões de toda ordem e aos fundamentalismos.

Estamos unidas nesse enfrentamento!

E seguiremos gritando bem alto: MEXEU COM UMA, MEXEU COM TODAS!

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33 pensamentos sobre “Não é sobre fé . É sobre política .

  1. catarina disse:

    MEXEU COM UMA MEXEU COM TODAS!

  2. Silas Malafaia da Igreja Evangélica Quadrangular? Há um outro pastor famoso com o mesmo nome em outra igreja? Creio que haja um erro no texto. O Silas Malafaia é da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (http://www.advitoriaemcristo.org).
    Att,

    Guilherme

  3. SÁBADO, 03/08, MARCHA DAS VADIAS EM JOÃO PESSOA/PB.
    Mexeu com uma, mexeu com todas!!! Somos todas vadias do RJ!

  4. Cleber disse:

    Ato político… sei…
    Depois dos raciocínios enviesados e falaciosos que expuseram nesse post, agora é que não considero nem político, nem religioso, mas simplesmente iconoclástico e desastrado. Há muitas outras formas de mostrar seu descontentamento diante da sociedade, e esta não foi a mais adequada, pois o tiro saiu pela culatra. Muitos que apoiavam o movimento começam a se questionar sobre a seriedade dele (inclusive eu). Poderiam simplesmente pedir desculpas à sociedade e continuar gritando pelos direitos das mulheres.
    Mas enfim, exerçam sua liberdade de expressão. Mas respeitem os outros.
    (Não sou católico, by the way).

    • Greice disse:

      MACHISTA. É por “seres” do seu tipo que continuaremos LUTANDO!

      • Li disse:

        O cara não pode expressar a opinião dele que ele é MACHISTA?
        Concordo com a marcha, mas não esses atos babacas de desreipeito ao proximo.

      • Ele não esta sendo “machista”… acho que assim vc acaba demonstrando a falta de tato ao lidar com um pensamento ate de “alerta”. Pois eu sou ateu, defendo minorias e tb achei que a atitude apelativa… uma vez que acho que pessoas que querem uma revolução tem por obrigação de usar a inteligencia. E neste caso engrosso o coro com o Cleber: “Há muitas outras formas de mostrar seu descontentamento diante da sociedade, e esta não foi a mais adequada”, “Poderiam simplesmente pedir desculpas à sociedade e continuar gritando pelos direitos das mulheres.”… Abs!

    • catarina disse:

      Que piada. Se nem foi a marcha das vadias que organizou a performance e mesmo se tivesse sido….

      Pedir desculpas à sociedade? Você quer dizer pedir desculpas à ICAR?

      Notícia dessa semana:

      “CNBB lamenta sanção de Dilma a lei para atender vítimas de estupro”.

      Jogue no google, se informe e espere sentado as suas desculpas.

  5. João disse:

    Tão mais fácil falar que houve um erro…bastava pedir desculpas e seguir a vida, ou a Marcha das Vadias é infalível??? Certamente vcs perderam o pouco apoio popular que tinham depois que essas imagens circularam na net.
    RIP, Marcha das Vadias.

    • catarina disse:

      Notícia dessa semana:

      “CNBB lamenta sanção de Dilma a lei para atender vítimas de estupro”.

      Jogue no google, se informe e espere sentado as suas desculpas.

      E a marcha das vadias está mais forte do que nunca.

  6. del disse:

    na verdade é mais uma curiosidade, por que o nome marcha da vadias?

    • sylviatamie disse:

      O nome e o movimento são reação a uma declaração do policial Michael Sanguinetti, de Toronto, Canadá, que questionado sobre uma onda de estupros na Universidade de Toronto respondeu que eles não aconteceriam se as mulheres não se vestissem como vadias (“sluts”, em inglês). Isso foi em 2011, quando se organizou lá o primeiro “Slutwalk”, em que as mulheres reivindicaram, em primeiro lugar, o seu direito de se vestirem como quiserem sem serem violentadas por isso.

      A propósito, vale a pena lembrar do machismo das próprias mulheres, normalmente de classes altas e conservadoras, que também rotulam as que se vestem diferente delas de “vagabunda”, “fácil”, “piriguete”…

  7. giovannigouveiaGiovanni Gouveia disse:

    Correçãozinha (que nã altera, em nada o mérito do post). A excomunhão não foi no interior de Pernambuco. Foi no Recife, pelo então Arcebispo José Cardoso Sobrinho, vulgo “Dedé Cabeção”. A menina tinha gravidez gemelar, o que a levaria à morte, vítima de estupro, simultaneamente os dois incisos do Art. 128 do Código penal que permitem interrupção da gravidez.
    Sim, minha formação foi católica, mas sempre achei, que, como Jesus, deveríamos ir contra aqueles que querem apedrejar as mulheres. Infelizmente a imensa maioria, ou quase totalidade, da “santa madre”, historicamente, não pensa assim

  8. Rê_Ayla disse:

    O ato pode ter sido político, mas o entendimento das pessoas que não são do movimento é de que foi um ataque à fé. Dessa forma, não acho que tenha sido nada inteligente e muito menos que tenha tido o efeito esperado – ao contrário, o tiro saiu pela culatra mesmo e, por mais que eu seja extremamente crítica às religiões, discordo de atacá-las diretamente (eu entendo a manifestação como política, os religiosos não).
    Esse ato serviu a quê, senão apenas a deslegitimar o movimento perante os “leigos”?

    E não acho que erros de uma instituição justifiquem erros alheios.

    http://dozeeum.blogspot.com.br/2013/07/entre-cruz-e.html

  9. Rodolfo Rods disse:

    FORÇA SEMPRE, MENINAS.
    Se isso não é ato político para desmobilizar e diminuir um movimento não sei mais o que poderia ser

  10. sid disse:

    Ato politico + com certeza se fosse o contrario e estivessem destruindo algum simbolo das Vadias ou dos partidos que as apoiam Não seria uma simples performance. Enquanto não aprendermos a respeitar uns aos outros só teremos trocados de lugar com a tão comentada inquisição.

  11. Gulherme disse:

    Quanta falácia!

    A Igreja Católica tem santos negros.

    • Cidadão Preocupado disse:

      A Igreja nunca negou que negros tivessem alma, inclusive o Papa Paulo III publicou uma encíclica condenando a escravidão (Sublimus Dei). A autora do texto tem cultura de almanaque, nunca leu historiografia séria.

  12. ana disse:

    Lindo produzir incômodos terríveis nessa mentes misógenas!
    É o sinal de que estamos no caminho certo!
    Isso é sobre política!

  13. Carlos Hernandez disse:

    Sou a favor do coletivo da Marcha das Vadias, não sou religioso, mas na minha opinião respeito cabe a todos, a igreja com certeza não respeita os que não seguem sua doutrina, seja por opção ou por alienação, mas não é por que nos faltam com respeito que também vamos faltar. Sou totalmente contra a cultura do estupro, que está presente em TUDO, algumas vezes de forma camuflada outra explicitamente, sou a favor de que quem cuida do copro da mulher é ela mesma. Acho q o momento foi muito bem escolhido, não faria sentido não afrontar a igreja exatamente agora, mas na minha opinião faltou respeito, muito mais no caso da santa, que pode ser só uma imagem, e para alguns uma imagem que nem sentido tem, mas para outros é sagrada, seria como em uma reunião de indianos chutar uma vaca por ser contra a ideologia deles.(só uma analogia ao respeito)
    Até pq brasileiro tem mais apego a santa do que a igreja em si.

  14. Liz disse:

    Por que se compadecer tanto com a destruição de um símbolo, uma estátua? Existem mulheres de carne e osso que sofrem diariamente com a falta de respeito das tradições religiosas.

    E a sociedade espera que as mulheres oprimidas tratem as instituições religiosas com respeito?! O mínimo é sentir compaixão pelo grito de revolta, é sentir orgulho que seja possível ao menos expressar e questionar o tratamento que a mulher tem recebido…

    Defendam essas mulheres que buscam um futuro mais justo, não condenem os atos exagerados pois eles são o reflexo do sofrimento acumulado na gargantas e nos corações de gerações de vítimas silenciadas!

  15. Discaciate disse:

    Só um parêntese:

    Não morro de amores pela igreja católica, sou ateu, sou homem (mas busco ao máximo não ser machista) e me identifico com vários pontos da marcha das vadias.

    Também sou um apaixonado por história em especial pelo período da Idade Média. E devo confessar que achei os números citados com relação a Inquisição extremamente absurdos e completamente irreais. Vocês poderiam citar a fonte?

    Estimar corretamente quantas pessoas morreram não é tarefa fácil. Mas os números aceitos pela maioria dos historiadores sérios (sejam eles católicos, judeus, agnósticos ou ateus) está na casa dos milhares e não milhões. Mesmo considerando o longo período de duração da Inquisição, matar 9 milhões significaria dizimar uma parcela absurdamente enorme da população.

    Os dados apresentados por católicos quase sempre colocam o número de mortos abaixo das dezenas de milhares. Claro que é uma estimativa bastante para baixo buscando um alívio da culpa. Algumas literaturas católicas mais malucas argumentam que a Inquisição teve o objetivo de salvar vidas (!?) e diminuir o número de mortos por heresia. Claro que é balela.

    Não existe consenso, mas as melhores estimativas gravitam abaixo dos 100 mil mortos. A inquisição espanhola, considerada um das mais sangrentas (apesar de a portuguesa ter matado percentualmente quase o dobro) matou algo em torno de 2 a 5 mil pessoas.

    Já com relação a 80% dos mortos serem mulheres… Também gostaria de saber de onde veio esse número. Tenho as minhas dúvidas. Mulheres eram mesmo alvos visados naqueles tempos de machismo extremo. Porém, mais ainda eram os judeus europeus. Acho MUITO complicado falar em 80% assim do nada.

    Só para deixar claro, não estou com nenhuma agenda oculta nessa postagem (tanto é que a faço com o meu nome e e-mails reais), mas acho muito sério essas imprecisões históricas. Ainda mais dessa magnitude. Existe muita literatura de qualidade e não panfletária para quem quer se aprofundar no tema.

  16. Jarbas disse:

    Não acho que uma senhora nua simulando sexo oral em uma imagem de santa e um senhor sendo sodomizado com crucifixos enquanto pratica a dança do 8 em uma via pública, seja apenas uma afronta a determinada religião. Acho que isso é uma ofensa à dignidade humana!!!

  17. catarina disse:

    Tem gente que falha em entender que a performance não foi organizada pela Marcha das Vadias. Se não foi organizada pela MdV, os seus argumentos de “o tiro saiu pela culatra” e “essa não é a melhor estratégia” não fazem sentido.

    E quando eu leio não cristãos e até ateus dizendo que temos que “respeitar a religião” e outras baboseiras, vejo como a doutrinação cristã é extremamente forte nesse país.

    Conselho: se libertem!

  18. Jarbas disse:

    Não acho que uma senhora nua simulando sexo oral em uma estátua de santa e um senhor sendo sodomizado com crucifixos enquanto pratica a dança do 8 em uma via pública onde havia crianças passando, seja apenas uma afronta ou protesto contra determinada religião. Acho que isso é uma ofensa à dignidade humana!!! Uma criatura que possua um cérebro não deveria se rebaixar a tal nível de mediocridade e auto desrespeito! Lamentável sobre todos os aspectos…

  19. Sempre apoiei à marcha das vadias. Sei também do histórico da nada santa madre igreja e sua pérfida misoginia. Entretanto, não vai ser apresentando espetáculos grotescos como os protagonizados no Rio, com quebras de imagens católicas e simulação de sexo anal e vaginal com elas, que vai se conseguir alterar o poder da Igreja sobre as mulheres. Pelo contrário, esse tipo de extremismo apresentado no Rio somente municia ainda mais os conservadores contra essa manifestação feminista.

    As organizadoras da Marcha ganham muito mais em divulgar o porquê da manifestação, do nome (muita gente desconhece a origem, o que beneficia os neocons) e controlar excessos como os relacionados a quebra das estátuas de santas.. Apoiá-los servirá apenas para lhes tirar respaldo, inclusive porque vilipendiar imagens religiosas é contra a lei. Bom senso, minha gente!

  20. […] Um exemplo, estão sendo divulgadas na internet, especialmente em páginas reacionárias do Facebook, imagens em que uma integrante da Marcha das Vadias de Brasília é apresentada como sendo a mesma pessoa que realizou o ato de blasfêmia na Marcha do Rio de Janeiro. Isso só comprova o que a Marcha das Vadias de Brasília explicita em texto: esse debate não é sobre fé, é sobre política. […]

  21. Petra disse:

    Na minha opinião assumir um erro não é sinal de fraqueza.
    Era mais fácil assumir a cagada e pedir desculpas… Um simples “shit happens my bad” seria suficiente,
    Negar esse erro é alimentar “reaças” com mais munição, negar esse erro é carimbar intolerância na testa do movimento, negar esse erro é colocar na boca de todas as mulheres que participam da marcha (como eu) uma “verdade” que esta longe de ser unanime.
    Reforma, não revanche.
    Boa sorte para toda(o)s nós.

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